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Craques Colorados


Tesourinha

Nos anos 40 brilhou nos gramados do Brasil o atacante Osmar Fortes Barcellos, conhecido em todo o Brasil pelo nome de "Tesourinha". Seu apelido veio de um bloco carnavalesco, chamado "Os Tesouras", do qual ele fazia parte. Mas bem poderia ser uma referência à maneira como "cortava" os adversários, com seus dribles mágicos, em espaços muito reduzidos do campo, comparáveis somente aos dribles de Garrincha.
Franzino e muito pobre, ganhou autorização especial da direção do Inter de poder pegar diariamente dois litros de leite nos armazéns perto do estádio dos Eucaliptos. Com o passar dos anos se tornou, ao lado do meia Falcão e do zagueiro Figueroa, talvez o maior jogador já surgido no Internacional. Formou ao lado de Adãozinho, Villalba e Carlitos o maior ataque da história do Inter, o "Rolo Compressor".
Sua origem era ponta-esquerda, mas driblava para dentro do campo e batia em gol de perna direita pelo Rolo Compressor. O time era tão bom que Tesourinha, um dos maiores craques do Inter, teve que se contentar em trocar de lado porque com Carlitos na ponta-esquerda ninguém se atrevia a mexer. Tesourinha foi hexacampeão gaúcho, aterrorizando zagueiros com seus dribles rápidos e uma velocidade memorável.
Idolatrado no Inter, Tesourinha foi negociado para o Vasco da Gama por uma fortuna. Se tornou imediatamente famoso, jogando em um dos melhores times vascaínos de todos os tempos. Convocado para a Copa do Mundo de 1950, se lesionou em um lance com o o lateral Bigode e terminou fora daquele Mundial. Muitos dizem que, se Tesourinha jogasse contra o Uruguai, o resultado daquela copa teria sido muito dfierente.
Tesourinha ainda se tornou, por ironia, o primeiro negro a jogar no Grêmio. Coube a ele, um ídolo colorado, quebrar uma barreira antiga no rival, mas já velho, não obteve o mesmo destaque dos tempos de Inter e não marcou gols em Gre-Nais. Por muitos anos, se comparou Garrincha ao estilo de Tesourinha. Quem foi o melhor? Pelo menos para a torcida colorada, não existem dúvidas: Tesourinha, é claro.


Carlitos
Um ponta- esquerda artilheiro. Alberto Zolin Filho (27/11/21) marcou época no Inter. Raçudo, como gosta a torcida do Colorado. Veloz, como se exige de um bom ponta. Batia forte de canhota e fazia gols de difícil concepção. Cabeceava bem e não temia a cara feia dos beques adversários. Conseguiu destacar-se num ataque que, do outro lado, tinha o mito Tesourinha. Não brilhou como o companheiro, mas deixou seu nome gravado a ouro na história do clube.


Bodinho
Como centroavante, foi notável, apesar dos apenas 64 quilos para 1,75 m. As cabeçadas fortíssimas mudaram o nome do pernambucano Nílton Coelho da Costa, que peregrinou por clubes do Brasil, entre eles o Flamengo, enquanto descia o país até aportar em Porto Alegre, no Nacional. No início dos anos 50, chegava ao Inter. De ponta-direita, foi transformado em centroavante. E parecia que ninguém lhe roubaria a posição, tamanha a sua eficiência. Mas o clube contratou o forte Larry e o nômade Bodinho virou meia-direita. Para ser ainda melhor e marcar muitos gols mais.


Larry
Fluminense de Nova Friburgo, Larry Pinto de Faria (3/11/32) não era o típico centroavante de choques com os zagueiros. Quando chegou ao Inter, procedente do Fluminense, logo mostrou suas qualidades de jogador inteligente. Era refinado, de futebol sofisticado, intuitivo. E mortal. Chegou em 54 e, no mesmo ano, fez quatro gols no Grêmio, numa goleada por 6 a 2 que marcou a inauguração do Estádio Olímpico, do rival. Sua elegância era ainda mais acentuado por ser magro, alto, bem penteado. Ele defendera a seleção brasileira na Olimpíada de Helsinque, em 1952. E foi o destaque da seleção gaúcha que representou o Brasil no Pan-Americano de 56, no México, sendo campeã. Formou com Bodinho a melhor dupla de ataque da história do clube. Em 62, popularíssimo, foi eleito deputado estadual pela UDN. E trocou o campo pela política.


Claudiomiro
A história do atacante talentoso e goleador que lutava contra a balança não chega a ser incomum no futebol brasileiro. São vários os times que lamentaram isso em relação a seu centroavante. E, no Inter, esse personagem era Claudiomiro Estrais Ferreira, revelado pelo clube no Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 67, meses depois de destacar-se no Campeonato Brasileiro de seleções juvenis, em Belo Horizonte. Tinha só 17 anos e conquistou um lugar no ataque colorado, no qual brilharia por cinco anos. É um dos nomes que mais frequentam as histórias folclóricas sobre jogadores de futebol. Aquelas piadinhas sobre mancadas monumentais que são aplicadas a diferentes atletas sempre contaram com Claudiomiro no “elenco”. Ele defendeu a seleção brasileira em 1971. Sim, ele estava no grupo quando Pelé se despediu da camisa amarela, com um jogo festivo no Morumbi e outro no Maracanã, antes da Copa Rocca. Mas os quilos a mais foram prejudicando a movimentação dele, que passou a defender vários outros clubes. Ainda retornou ao Inter aos 29 anos, em 79, mas a balança era um marcador mais difícil de ser superado que os zagueiros a quem ele superou com seus gols.


Valdomiro
Quem descobriu Valdomiro Vaz Franco no time do Metropol, de Criciúma, na vizinha Santa Catarina, foi Tesourinha, seu mais ilustre antecessor na ponta-direita do Internacional. Forte, rápido, com um poderoso chute e cruzamentos mortais, Valdomiro chegou ao Inter em 68 e caiu nas graças da torcida. Não havia título em que, de seu certeiro pé direito, não saísse um gol ou cruzamento decisivo. Foi o único jogador do clube a brilhar de ponta a ponta nos oito anos consecutivos de títulos gaúchos, entre 69 e 76. Lá estava ele presente, e fundamental, nos três títulos nacionais. Até na seleção brasileira mostrou sua estrela. Lembram-se quem fez o terceiro gol contra o Zaire, que classificou aquela confusa equipe de Zagallo para a segunda fase da Copa do Mundo? A torcida do Inter lembra-se demais dessa contribuição do ponta para os maiores momentos de glória do clube. Tantou que, em 82, quando ele voltou de um período de dois anos no Olimpia do Paraguai, ela o recebeu de braços abertos. E o conduziu, com seus votos, à Câmara Municipal, como vereador eleito pelo PMDB.


Carpegiani
No Inter, ele era simplesmente Paulo César, desde que foi promovido aos profissionais em 70. Nascido em 7/2/49, em Erexim, era um meia que conseguia conciliar o estilo clássico dos craques da posição com a competitivade tão cara ao futebol gaúcho. Por cinco anos, ele comandou o meio-de-campo do Internacional. Mesmo quando Falcão entrou no time, em 73, era ele, Paulo César, quem ditava o ritmo da equipe. Convocado para a seleção brasileira que disputou a Copa de 74, na Alemanha, mostrou sua personalidade. Sem vaga na meia, território de Rivellino e Paulo César e tendo como concorrente extra Ademir da Guia, topou ser volante. E jogou o veterano Piazza para o banco de reservas. Paulo César, que a partir daí incorporaria o Carpegiani ao nome futebolístico, não era de fazer muitos gols. Mas fazia alguns, com classe, precisão. Importante no título brasileiro de 75, assistiu frustrado o time ser bicampeão no ano seguinte. Contundido, acompanhou a campanha do lado de fora. Em 77, já mais chamado de Carpegiani do que de Paulo César, foi negociado com o Flamengo. E faria história também na Gávea, como craque e como técnico.


Figueroa
Aquele gol que decidiu o título nacional de 75 contra o Cruzeiro, escorando de cabeça o centro da direita de Valdomiro, já bastaria para incluir Ricardo Elias Figueroa Brander (25/10/45) na galeria dos maiores heróis colorados. Mas isso foi apenas um detalhe - o mais glorioso, é verdade, mas apenas um detalhe - no arsenal de jogadas e gestos que imortalizaram Don Elias como o maior zagueiro que já pisou os pés no Rio Grande do Sul. Em seu Chile natal, divide com o seu contemporâneo Carlos Caszely, um notável atacante, as honras de melhor jogador da história do país. Ele era completo. Alto, forte, clássico, viril, sério, raçudo, líder, técnico, valente. Os adjetivos são incontáveis para qualificar o futebol extraordinário de Figueroa. Além do mais, boa pinta, atraía o público feminino aos estádios. Politizado, inteligente, era leitor de Pablo Neruda. Contratado do Peñarol, como contraponto da transferência de Atilio Genaro Ancheta do Nacional de Montevidéu para o Grêmio, no mesmo 71, Figueroa tomou conta do pedaço. E por mais cinco anos ninguém o superou. Num time que tinha craques por todos os lados, ele ganhou a braçadeira de capitão. Que lhe caía como uma luva. O gol que castigou o cruzeirense Raul foi apenas o toque maior de uma trajetória que ainda lhe daria o bicampeonato nacional do ano seguinte. Carregado de títulos gaúchos, ainda em alta, com elogios que lhe eram sempre poucos, disse adeus ao Colorado para ir defender o Palestino, de seu país.


Falcão
Ele está num dos versos de Paralelo 30, a bela música de Cleiton e Cledir. E na memória de que ama o futebol bem jogado. Nunca o futebol gaúcho - e pouquíssimas, raras vezes o brasileiro - viu um jogador de meio-de-campo tão completo. Diga uma função fundamental para um bom volante. Falcão a executava magnificamente. Pense numa característica indispensável para o bom meia. Você certamente a visualizará em Falcão. E os gaúchos não hesitam em afirmar que, entre tantos craques que construíram a história do Internacional, o maior de todos foi Paulo Roberto Falcão (16/10/53), catarinense de Abelardo Luz. Nos Jogos Olímpicos de Munique, em 72, a seleção brasileira foi um fiasco. Não passou da primeira fase. Mas aquele lourinho espigado, então dono de uma vasta cabeleira, não passou despercebido. No ano seguinte, ele já era titular no Beira-Rio. Onde seria rei. Já bicampeão brasileiro, ele talvez tenha mostrado mais o seu valor quando o Inter começava a cair. Pois foi graças a ele, mais do que todos, o único título nacional de um time, o de 79, quando conduziu o Inter à conquista de seu terceiro Brasileiro. No ano seguinte, pioneiro, reabriria as portas do futebol italiano para os maiores craques brasileiros de sua geração. Ele foi o primeiro. Quando os outros o seguiram, já o encontraram Rei de Roma. O Inter nunca mais foi o mesmo depois de sua saída.


Mauro Galvão
Atrevido, o garoto Mauro Geraldo Galvão, titular e campeão brasileiro aos 17 anos, devolveu à altura a bronca de Falcão, quando driblou um adversário dentro da área, para limpar a jogada e dar início a mais um contra-ataque do Inter. “Dá de bico!”, gritou-lhe o craque do time. “Eu não sei onde é o bico”, retrucou o zagueiro. Foi a sua senha para tornar-se um dos grandes do Colorado. Com apenas 1,79 m, Mauro Galvão, que demonstrava nas boates de Porto Alegre, ser um exímio dançarino ao melhor estilo John Travolta, nunca teve problemas com o tamanho. Nem no jogo aéreo, que ele sempre dominou bem. Se tivesse saído mais cedo para a Europa, diziam muitos, teria sido um senhor líbero. Quando saiu, já havia ido a duas Copas do Mundo (86, como reserva, 90, como titular) e exibira sua arte no Botafogo. E foi-se esconder na Suíça. Voltou seis anos depois, via Grêmio. Seu futebol era o mesmo. No Vasco, também comprovou isso.



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